Se você me amasse, não ia querer me mudar

Se você me amasse, não ia querer me mudar

Se você me amasse, não ia querer me mudar

Quando você começa a listar incidentes passados, parece haver um bocado de coisas que seu parceiro ou parceira estaria disposto a mudar em você.

Eles percebem quando estamos evitando fazer uma ligação para nossa mãe. Querem que usemos roupas diferentes e mais interessantes. Talvez, recentemente, tenham dito que você precisa cuidar das finanças. Também gostariam que você desse mais atenção à lição de casa das crianças e que ajudasse mais quando convidados vêm para jantar. Não é muito agradável quando isso acontece.

Mas, se reparamos bem, eles não estão sozinhos: sendo honestos, há muitas coisas que – num mundo ideal – também gostaríamos de mudar em quem compartilha a vida conosco.

Isso tudo soa errado. O impulso de mudar as pessoas que amamos parece se contrapor ao espírito do amor. Se amamos e somos amados, por que seria necessária qualquer mudança? Amar não é exatamente aceitar o ser de uma forma inteira, em seus pontos altos e baixos?

A ideia de querer mudar nossos parceiros soa incongruente ou perturbadora porque, coletivamente, temos sido profundamente influenciados por uma concepção Romântica do amor. Essa concepção afirma que o principal indicador da presença do amor é a capacidade de aceitar a outra pessoa em sua totalidade, com seus lados bons e ruins – e, em certo sentido, particularmente em seus lados ruins. Amar alguém de acordo com a filosofia romântica é, colocando de forma bem simples, amar do jeito que ele/ela é – sem nenhum desejo de alterar a pessoa. Precisamos aceitar a pessoa como um todo para nos sentir dignos da emoção que atestamos sentir.

Priscyla Poll

Colunista Social, Escritora por amor, Historiadora interrompida, Fotógrafa Intermediária, Jornalista desde sempre, Autêntica, Maluca, Super Sincera. Decepcionando pessoas e Cometendo Erros, te desiludindo nas horas vagas.

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