Mas ele me amou de verdade?!

Ouvi essa pergunta chorosa de uma moça que havia sido enganada por um cara que prometeu o mundo a ela (em matéria de relacionamento amoroso) e na hora H amarelou e recuou. Essa pergunta não é incomum, principalmente vinda depois de um término abrupto, uma traição ou as duas coisas juntas.
A pessoa que passa por essa quebra terrível chega a se questionar estar louca, afinal ouviu com todas as letras frases como: “eu te amo!”, “nada vai nos separar”, “eu não vivo sem você”, “você é a mulher da minha vida”. São todas frases muito verdadeiras e carregadas de emoção. Mas é exatamente isso que sobra nelas: emoção.
Quando você termina de assistir um filme de ação se sente capaz de salvar o mundo. Ao término de um romance bonitinho logo quer declarar seu amor ao mundo. Se é uma comédia escrachada sai todo pimpão divertindo o mundo. Em resumo, saímos possuídos daquela energia e poderíamos afirmar até sob tortura que tudo o que falamos  é a mais pura verdade. Será que é?
Sim, se tomarmos a realidade emocional como base para a verdade. Não, se tomarmos ações consistentes ao longo do tempo para dar base à declaração intensa.
Não era amor, era o calor do momento.
“Mas, Priscyla, tudo caminhava bem!”
Sim, provavelmente na sua cabeça apaixonada. Com toda certeza você, como qualquer um, ignorava pequenos sinais de inconstância, de padrões parecidos em relacionamentos passados ou em promessas feitas pela pessoa.
– O cara chegava atrasado: prometeu pontualidade e não cumpriu.
– O cara dizia que ia mudar um defeito: não mudava.
– O cara deixou a esposa para ficar com você: já deu mostras quem nem casamento é motivo para mudanças apaixonadas.
– O cara pulou a cerca para ficar com você: prometeu coisas para a mulher e quebrou quando viu seus lindos olhinhos.
– O cara fala que é infeliz no trabalho e não faz nada: só reclama e não se leva à sério.
– O cara inventa histórias para amenizar a situação: acha que você é crédula.
São vários sinais que levam ele a agir de modo leviano, só você não viu.
Ele te amou? Não o suficiente para levar seus sentimentos a sério.
Priscyla Poll

Colunista Social, Escritora por amor, Historiadora interrompida, Fotógrafa Intermediária, Jornalista desde sempre, Autêntica, Maluca, Super Sincera. Decepcionando pessoas e Cometendo Erros, te desiludindo nas horas vagas.

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