Eu sou Mega, eu sou Super, eu sou Hipersensível.

Eu sou Mega, eu sou Super, eu sou Hipersensível.

Procurei no Dicionario … tava lá : Hipersensibilidade imunológica é o termo médico para uma reação exagerada do sistema imune a uma substância percebida como estranha ao organismo. Cuja a sensibilidade é extrema, exagerada, excessiva.

Todo dia descubro mais o quanto sou HIPERSENSIVEL … e doí, mas é tão bom ! Eu sou assim … sentimentos exarcerbados, dores amplificadas, mente borbulhante, angustia com o que não me diz respeito, intuição aguçada, espontaneidade inocente.  Enquanto você lê .. talvez pense, ela não é a unica, também sou um hipersensível.

Mas nem sempre foi assim, sofri um bocado até conseguir entender que eu era diferente e que ser como sou nada tem de feio, alias nunca aceitei esse diagnostico de hipersensivel, pq sempre escutei o quanto eu era forte, e como as pessoas viam isso em mim e achava que ser sensivel era o contrario de ser forte … eu estava errada.

Hoje sei que não sou exagerada, egocentrica, complicada ou dramática, como quase nos fizeram acreditar. Sou dotada de uma característica peculiar e determinante, a qual,  não posso abrir mão,  mas pela qual é necessário aprender a manejar da melhor forma possível.

Nunca cheguei á uma conclusão exata de quanto da hipersensibilidade é “defeito” (negativo) e do quanto é “qualidade” (positivo). Mas, sei que esta palavra é um forte adjetivo do meu caracter, que me compõe, impulsiona, faz parte de mim, é inerente, irretocável e intransferível. E hoje aceitei que sou assim

Em razão da sensibilidade exacerbada, a dor, para nós que somos hipersensiveis, é – de fato – muito mais intensa. Tanto a física, quanto a emocional. Possuimos a força de 1000 leões mas em algum momento sentiremos uma fraqueza exacerbada.

Os sentimentos, da mesma forma, são elevados ao cubo. Efetivamente, uma “brincadeira-verdade” pode nos fazer sentir muito mal. Indiferenças nos entristecem bastante. Grosserias nos destroem, Barulhos excessivos podem nos afetar. Podemos ficar desconcertados com músicas muito altas, máquinas trabalhando ou pessoas gritando. Mas nada consegue nos machucar mais que nos mesmos, temos o poder absoluto sobre oq sentimos e quando amamos demais, quando algo foge ao nosso controle, quando não conseguimos racionalizar tal sentimento nos isolamos e sofremos por 2 aquilo que nem deveriamos sofrer, afinal o amor foi feito para ser vivido, nunca ao contrario.

Muitas coisas que podem não ter grande relevância para a maioria das pessoas, para nós são essenciais, e seria interessante que os que conosco convivem soubessem medir as palavras usadas,, lembrar datas marcantes, atentar ao tom de voz, evitar zoadas inocentes, repetir declarações, evitar estressores desnecessários.

Evitamos conflitos ao máximo, primeiro pela nossa personalidade tão forte quanto a propria força, segundo pq não queremos ferir, somos racionais e terceiro pq preferimos nos isolar e deixar que o conflito desapareça antes que aconteça. Não apenas os que nos envolvem, mas qualquer conflito. Presenciar uma agressão entre estranhos, por exemplo, pode nos fazer sentir muito mal, mesmo. Sentimos os golpes quase como se fossem dados em nós.

Inclusive, qualquer espécie de constrangimento, para nós, reflete-se de forma exacerbada. Presenciar uma pessoa sendo colocada numa saia justa, ou sendo xingada, exemplificamente, nos deixa desconfortaveis também. Eu sempre evitei conflitos, acho que por isso eles estão dentro de mim internamente.

Presenciar injustiças sempre me fez estremecer. Posso não ter nenhuma relação com a situação, mas não consigo me manter neutra. Se, por alguma razão, não me envolver – de fato – no ocorrido, certamente ficarei com aquilo “matutando” por tempos dentro de mim.

Empatia também é uma palavra que me define. Moradores de rua, crianças carentes e pessoas doentes me fazem murchar. Ver um animalzinho morrer pode acabar com o meu dia. Até mesmo as tristes e violentas histórias passadas cotidianamente nos noticiários me fazem muito mal, acho que por isso fiz Jornalismo, para provar que era possivel sorrir quando fossemos ler ou assitir algo. Quanta inocência a minha !

O sofrimento alheio me atinge diretamente. Faz doer meu coração. Queria mesmo ajudar a todos que necessitam, sou daquelas amigas que largam tudo que está fazendo para socorrer você, mesmo se eu estiver ao lado do homem da minha vida, em uma balada fodastica de salto alto e paete, muitos homens não entendem esse meu lado !!! Como assim abandonar tudo para socorrer pessoas ? Que em muitas vezes nem se importaram com você ? Esqueçi de dizer que não faço nada como troca, sempre foi amor …. sempre. As vezes não entendo como podemos viver leve e alegremente em um mundo onde muitos estão passando por grandes dificuldades, das mais diversas ordens. Minha compaixão, desta forma, é imensa, e fico transtornada com muitas coisas durante meu dia. Acho que Karl Marx, tinha razão sobre o processo de coisificação do ser humano….

Por outro lado, ser hipersensivel tem suas vantagens, quem é sabe : Ficamos muito bem quando estamos sozinhos, na verdade um pouco 
de solidão é essencial para uma hipersensivel como eu !, Precisamos acalmar a mente, colocar a casa em ordem, dar uma aliviada. O silêncio, nesse ponto, é fundamental.

Sei também que consigo expressar meus sentimentos com mais facilidade do que os demais. Se estou triste ou emocionada, chorar não é problema. Aliás, choramos bastante, às vezes até sem saber exatamente por quê. Talvez, excesso de informação (que nos embaralha, diga-se de passagem). É um alívio, enfim. Uma forma de extravasar o que não cabe mais dentro de nós.

Mas em contrapartida eu sorrio demais … sem fazer cerimônia. Sou de riso facil e sei fazer rir como ninguém também, odeio reprimir meus sentimentos. Sou espontânea,autêntica, e verdadeira, me envolvo e me empolgo com facilidade, mas também sou teimosa e se decidir te tirar da minha vida pode doer muito mas eu farei..  Não aparenta mas a grande verdade é que sou esperta tanto o quanto sou inocente.

Nós os Hipersensiveis também somos intuitivos: E QUE INTUIÇÃO !!! não é raro, consigo captar e sentir tudo, diria até mesmo prever. Sentimos quando não somos bem vindos, quando a situação é forçada, quando a intenção não é tão boa assim. Deveriam dar mais crédito aos nossos insights.

Um dos pontos negativos,  é que não esquecemos tão fácil as coisas. Temos uma boa memória. Lembramos por tempos humilhações, desfeitas, indelicadezas, desconsiderações. Não que as fiquemos remoendo, mas, em algum momento, sua ocorrência será recordada (ainda que não necessariamente manifestada).

Apreciamos as sutilezas. Um céu estrelado. Um toque leve na nossa mão. Um cheiro, uma saudade. Um por do sol multicolorido. Um som que toca o nosso coração. Um poema que parece nos traduzir. Um olhar que nos desnuda, sou completamente apaixonada por olhares. Tudo isso nos fascina.. eu, você, nós … os hipersensiveis.

Somos pensadores profundos. Nossa mente, efetivamente, borbulha (ainda que saibamos que isso nos consome). Procuramos explicações, soluções, inovações. O comportamento humano nos fascina. A dinamica da vida e da morte -, igualmente. Vivemos tentando entender o mundo. Buscar o sentido das coisas. Encontrarmo-nos. Conhecermo-nos. Desenvolvermo-nos.

É trabalhoso. É sofrível. É, muitas vezes, exaustivo. Mas é gostoso. É encantador. Na verdade, essencial. Não saberíamos viver de outra forma, com outra intensidade. Nosso tom é esse. A hipersensibilidade, isso é coisa para quem entende de sentimentos, para quem honra as emoçoes, para quem ama o amor.

 

 

Priscyla Poll

Colunista Social, Escritora por amor, Historiadora interrompida, Fotógrafa Intermediária, Jornalista desde sempre, Autêntica, Maluca, Super Sincera. Decepcionando pessoas e Cometendo Erros, te desiludindo nas horas vagas.

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