Para as casadas, e um aviso para as solteiras.

AVISO: Este texto não se baseia na maioria dos casamentos lindos e felizes. Se você casou e está feliz, parabéns! Este é para os pobres mortais que por azar ou burrice entraram numa fria, seja em um namoro, um casamento, escrevi baseado na experiência de muitas das minhas amigas fascinantes e solteiras ou não por motivos nada nobres !. Obrigada pela sua compreensão! 

E aí você casa! Você encontrou o amor da sua vida, anos de relacionamento, tudo lindo e maravilhoso …e você diz: está na hora de casar. É o que a sociedade nos exige, é o que família pede – naquele choro meio escondido da sua avó que diz sonhar em ter um bisneto antes de morrer – tudo parece certo, por que não?
Principalmente nos dias de hoje onde homem anda em falta, principalmente no Brasil onde uma mutação genética parece ter acontecido e só mulheres nasceram nos últimos 20 anos. Fora que a gente cansa de ser sozinho, né? Queremos ter aquela companhia para ir no cinema, ou só ficar em casa mesmo num sábado chuvoso.
Então vai lá! Casa! Pronto! Festa, bolo, vestido, fotos, câmera…luz …ação! É, a ação começa após o circo que foi aquela festa dos sonhos. Mas desta parte ninguém fala, ninguém te prepara para o que é a horrível rotina. De repente aquela preguiça dos sábados de tarde chuvosa começa a se repetir também nos sábados de sol. A criatividade começa a sucumbir à monotonia. E como num passe de mágica, a lua de mel acabou e também toda sua ilusão sobre o casamento. O sexo era ótimo e virou bom. Você quer sair e aí começa o jogo de quem é mais vítima:
– Amor, vamos sair? A gente não tem saído mais! Vamos?
– Estou cansado, trabalhei o dia todo – ou a semana toda em certas variações.
– Eu também trabalhei, mas estou afim de sair… fazer alguma coisa diferente.
– Mas vai dar o jogo daqui a pouco, saímos mais tarde?
– Mais tarde vai estar cheio – ou sujo, barulhento, em outras variações da conversa.
– Então vai lá! Se diverte! Não tem problema…eu espero vc aqui. – Diz ele com aquela cara de poodle abandonado no meio de um temporal.
Mas você está tão no pique de badalar que ignora, bota um salto e deixa um guarda-chuva para o seu poodle ! “Ele vai superar!”. Aí você chama aquela amiga, a eterna solteira mas que adora ser solteira, a menina já agita tudo! Plano disso, daquilo, vamos fazer e acontecer. Mas você sabe que tem hora para voltar mesmo que nada seja dito ou marcado, fica subentendido no momento em que você coloca a bendita aliança no dedo — a-ha! Outra coisa que “esquecem” de mencionar naquela linda cerimonia. Você pode ter o marido mais liberal do planeta – ou esposa – mas eles SEMPRE vão estar te esperando em casa quando um sai sem o outro e não é com um sorriso no rosto!
Mesmo assim, você sai! Já se arrumou toda agora não pode dar para trás. Sua amiga “border line” piriguete  vem te buscar, vocês saem para dançar, beber, ver gente… mas o pensamento fica no celular. Ou em casa, “será que ele vai ficar muito puto se eu ficar um pouco mais?”. A verdade é que enquanto o ser masculino estiver vendo seu lindo jogo de futebol e tudo que se refere ao dito cujo – mesas redondas, replay disso e daquilo outro – tudo está certo! Ele não vai NEM PERCEBER que você saiu. Mas quando tudo aquilo acaba, ele dá falta de algo… a esposa. Inconscientemente ele começa a olhar o relógio a cada 10 minutos. Mas ele não vai ligar – tem os que até ligam- porque o orgulho não deixa! Ligar seria assinar atestado de dependência e homem nenhum vai admitir ser dependente de uma mulher.
A preocupação gera a tensão, a tensão gera brigas e as brigas geram uma puta de uma inveja da sua amiga piriguete que não tem que dar satisfação da vida dela para ninguém. Mas a verdade é que agora você deve satisfações sim! É irônico até, a pessoa passa a vida inteira querendo ser independente dos pais, disso ou daquilo, e quando casa assina um contrato praticamente selando a dependência eterna, “na alegria e na tristeza”.
Depois todo mundo vem te dizer: “isso é normal!”! O que acontece é que outras mulheres casadas passam pela mesma situação e adoram ver sua cara de babaca quando você percebe onde foi que você amarrou seu burrinho! Todas olham para você e dão aquele sorriso amarelo e pensando “se fudeu!”, até porque antes de casar todas achamos que vai ser diferente, que o nosso cara não é perfeito – algo que já caiu por terra há anos – mas que ele é ótimo, e no fundo todas temos aquele ar de superioridade por ter encontrado aquele cara maravilhoso.
Conversando com umas amigas casadas outro dia, uma delas disse que tentou avisar uma colega de trabalho para não casar ainda, esperar mais, e a pata não escutou, esnobou. Seis meses depois… não teve jeito, a realidade é cruel! E todas tínhamos o mesmo bordão: se separar agora eu não caso nunca mais!
Conheço histórias felizes também, uma amiga que namorou um cara 10 anos, casou há 3 anos e está super contente. Mas também conheço aquela que namorou 10 anos, casou há um ano e separou há 6 meses. Ou seja, é loteria MESMO!
Não vou continuar o texto porque pode acabar virando história de terror e não quero ser responsável pela paranóia de ninguém, mas deixo aqui um aviso às minhas queridas amigas solteiras desiludidas por aí: PENSE BEM! Não estou dizendo “não case jamais”, mas ao invés de ficar chorando a solteirice celebre sua liberdade , que não se engane, acaba sim! Até mesmo nos casamentos mais felizes. Namore muito! Curta muito! Saia, conheça pessoas, viaje, ao invés de ficar só aí sonhando com alguém ou perdendo tempo com aquele trouxa sem atitude, porque na loteria da vida nunca se sabe o que vamos ganhar!
“A Outra”

Priscyla Poll

Colunista Social, Escritora por amor, Historiadora interrompida, Fotógrafa Intermediária, Jornalista desde sempre, Autêntica, Maluca, Super Sincera. Decepcionando pessoas e Cometendo Erros, te desiludindo nas horas vagas.

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