Por que uma pessoa é ótima no trabalho e péssima no amor?

Por que uma pessoa é ótima no trabalho e péssima no amor?

É, á todo momento percebo algumas algumas amigas e situações onde esse papo vem á tona, e estava pensando nessa Segunda de reflexão e motivação aqui no blog.
Afinal de contas por que algumas pessoas são bem sucedidas no trabalho, mas na vida amorosa são desastrosas?

Racionalmente falando é difícil responder essa questão, afinal seria natural que alguém inteligente e capaz no campo profissional tenha a mesma habilidade na vida pessoal. Infelizmente não é assim, por isso a famosa frase : Sorte no Jogo, Azar no Amor.

Mas será que realmente existem alguns motivos para isso acontecer ?

1- Papel profissional tem manual e normas.

Cada empresa tem seu manual de procedimento convencionado para seus cargos e papéis, mesmo nos cargos de liderança ou criativos já existe algo que se espera do profissional. Se ele sai daquele cargo entra outro que varia no jeitão, mas segue entregando resultados parecidos. Na vida amorosa não tem manual, no máximo algumas ideias gerais que podem ser utilizadas, mas no final é olho no olho e alinhamento de personalidades, desejos e intimidade, tudo artesanal.

2- Ambiente de trabalho permite e até exige simulações.

Tudo bem, na vida amorosa também pode haver muita mentira, mas a superfície de contato é maior e o convívio mais estreito. No trabalho as relações de poder podem abafar ações problemáticas por causa da necessidade de sobrevivência, oque acaba sendo até positivo pois é necessário criar um bom ambiente e ter “bom relacionamento” na medida do possível. No amor quem está atento consegue notar que se o parceiro fala mal de todo mundo ou as vezes passa a perna nos outros pelas costas e isso tem um efeito colateral terrível, a menos que ambos no relacionamento tenham caráter duvidoso.

3- Existem metas e objetivos claros

Bater metas claras com objetivos definidos facilitam a vida, então se uma pessoa é obtusa emocionalmente isso passa sem que os outros percebam, afinal ela sabe o que quer no campo profissional. Já na vida pessoal onde precisa fazer escolhas mais soltas, livres e prazerosas não.

4- Racionalidade no trabalho

Pessoas que tem grande dificuldade em lidar com emoções mais ambíguas, leves ou divertidas, ou seja, sem controle preferem ambientes profissionais. Ali ela pode ser séria, responsável, ética ou dedicada, o problema dela é quando chega o happy hour e ela não sabe como lidar num ambiente informal ou mais festivo. A capacidade dela de abstrair seus desejos e sentimentos recebe recompensas profissionais, na vida amorosa torna ela uma pessoa pesada (chata e ranzinza) e insuportável de conviver.

5- Você não precisa ser humano em certos ambientes (as vezes é até desaconselhável que seja)

Pessoas que tem medo de suas emoções e até são mais hábeis para a dureza (e até uma dose de perversidade) encontram nos ambientes corporativos um espaço enorme para desaguar seu comportamento impiedoso, irracível e até abusivo. Como no relacionamento amoroso saudável isso precisa ficar abafado ou no mínimo diluído existem pessoas que sentem que sua melhor versão é aquela onde podem agir sem muitos limites e sensibilidade.

6- Sensibilidade, afetuosidade e convivência expõe vulnerabilidades

Dizer “eu te amo”, “me desculpe, eu errei”, “meu sonho com você é…” podem ser as frases mais difíceis para algumas pessoas, pois seria colocá-las diante de uma subjugação ou potencial dúvida e rejeição. Por isso elas preferem ambientes e estruturas mais racionais, pois lidar com o coração e sentimentos pode ser muito angustiante.

7- Defeitos pessoais são mais críticos na intimidade

Tolerar desagravos ou ofensas quando se trata de um relacionamento de troca não hierarquizada deixa tudo mais difícil, como no trabalho essas questões passam pelo filtro dos cargos então parece ser tolerável (ainda que humanamente não seja) uma série de desvios de conduta.

Por esse motivo muitos se refugiam no trabalho exaustivamente, pois ali a pressão pessoal ainda que seja grande não afeta a intimidade ou emoções mais dolorosas. É importante essas pessoas terem consciência que isso tem um custo e que é um estilo de vida que não foi efetivamente escolhido, mas resultado da falta de habilidade emocional.
É claro que trabalhar, ter ótima posição e sucesso de carreira é algo prazeroso, mas algumas pessoas se afundam totalmente no trabalho uma fuga por atenção, reconhecimento, cargos, pois a vida pessoal está um caos, na realidade temos fome de outras coisas e substituímos essa falta através de uma exaustão profissional sem fim, portanto inconscientemente nos sentimos “felizes” pois além de fazer a “nossa parte”, temos o tão sonhado reconhecimento e sucesso que não obtemos na vida cotidiana e nas relações afetivas.
É necessário buscar o equilíbrio que une as duas forças, a vida social e afetiva é o combustível que alimenta a área profissional e vice-versa
No trabalho algumas características são virtudes, já na vida pessoal são o inverso…

Priscyla Poll

Colunista Social, Escritora por amor, Historiadora interrompida, Fotógrafa Intermediária, Jornalista desde sempre, Autêntica, Maluca, Super Sincera. Decepcionando pessoas e Cometendo Erros, te desiludindo nas horas vagas.

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