Sobre aceitar os erros, amar inteiramente e de qualquer maneira.

Sobre aceitar os erros, amar inteiramente e de qualquer maneira.

A gente tem mania de fazer do amor a melhor coisa do  mundo, como se encontrá-lo significasse finalmente ser completo, como se estar com certa “pessoa” fosse perfeito, e tudo o que você sempre sonhou.

Mas sabe qual é a dura verdade sobre amor? É meio chato.

O amor é o malvado. O amor é duro, desafiador. Amor é dor. O amor é complicado. Mas mesmo assim, mesmo com tudo isso, te digo que vale a pena.

Eu só não entendo pq as pessoas glorificam o amor.  A gde maioria vê o amor como essa “coisa” perfeita. E quando encontramos alguém com quem nos preocupamos, quando entramos em relacionamentos com pessoas, nos repreendemos. Porque percebemos que o amor não é o que pensamos que seria. É difícil, confuso, cheio de desentendimentos, mal-entendidos, lutas e frustração, é torto, é proibido, é falho. E então, desistimos.

Então vem a culpa.. culpamos a nós mesmos; culpamos os nossos parceiros. Cansamos e começamos a busca de novo, sentindo-nos tão incompletos quanto quando começamos.

Mas talvez precisemos nos lembrar de que o amor não deve fazer sentido o tempo todo, alias digo com propriedade, que todas as vezes que ele não fez sentido pra mim foi quando mais amei, então a gente precisa parar com essa ideia de enxergar o amor como algo fácil, ou envolvido em uma caixa bonita com um laço vermelho perfeito.

Talvez amor, amor verdadeiro, seja encontrar alguém imperfeito, assim como nós, e amá-lo apesar de seus pecados. Talvez seja aprender a perdoar as inconsistências das pessoas, como elas perdoam as nossas. Talvez seja sobre confiar, mesmo quando as pessoas realmente não merecem essa honra. Talvez seja sobre começar de novo e reconstruir. Talvez seja aprender a abraçar todas as partes da outra pessoa, boas e ruins.

Talvez o amor seja sobre aceitar a dor de outra pessoa, passado, bagagem e erros, e amá-la da mesma forma, mesmo que seja um erro amar.

Oque eu creio ser inadmissivel no amor e nunca aconselharia a qualquer um, homem ou mulher é estar em um relacionamento que lhe machuca. Eu nunca encorajaria alguém a ficar, se resolver, estar com uma pessoa que não o trate bem. Mas vou dizer que, às vezes, esperamos muito do amor e do outro.

Mas também não espere perfeição. Esperamos que as pessoas nos amem de forma consistente, mesmo quando estamos estragando tudo. Esperamos compreensão, perdão e vulnerabilidade – mesmo quando não mostramos essas coisas a nós mesmos.

Talvez precisemos entender que somos todos humanos, e todos vamos cometer erros. As pessoas que amamos vão nos decepcionar; vão falhar conosco.

As pessoas que amamos nos decepcionarão de milhões de maneiras diferentes, mas ainda devemos aprender a amá-las, como elas nos amam. Essa é a única maneira do amor funcionar – sobreviver, crescer, continuar, mesmo em sua imperfeição.

Então, pare de colocar o amor naquele pedestal. Pare de ver a pessoa com quem você está como inatingível.

Comece a aprender a deixar ir um pouco, e aprecie-a por quem ela é, mesmo quando ela fizer bagunça.

Comece a aceitar seu caminho, a dor de seus últimos relacionamentos, a dor de seu passado.

Talvez amor seja fazer pequenos sacrifícios para as pessoas que você ama. Não dizer-lhe sobre as pequenas coisas que te incomodam. Não ser tão duro com elas quando esquecerem algo que você pediu. Não ter padrões incomensuravelmente elevados.

Amar é estar a vontade, ficar porque te fazem bem e fazer bem porque isso é o mínimo que você deseja. É muito mais ”tô indo agora” que ”não posso ir”. Amor é mergulhar em um olhar que não te afoga, é transformar um abraço em um abrigo, é morar em alguém que, mesmo com tantos defeitos e diferença, não te assusta.

Aceitá-las e amá-las plenamente.

Porque a verdade é que todos nós somos pessoas imperfeitas que tentam amar o outro perfeitamente. E o amor não funciona assim.

Então, encontre alguém cujos pecados brilhem tanto quanto os seus, alguém cuja dor ainda queime tão intensamente como o sentimento em seu peito, alguém cujos demônios combinem com os seus – e ame-o plenamente. Ame-o através dos altos e baixos, tempos difíceis, lutas e momentos de felicidade. Apenas ame-o. E não pare.

Priscyla Poll

Colunista Social, Escritora por amor, Historiadora interrompida, Fotógrafa Intermediária, Jornalista desde sempre, Autêntica, Maluca, Super Sincera. Decepcionando pessoas e Cometendo Erros, te desiludindo nas horas vagas.

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